terça-feira, 3 de outubro de 2017

Eu aprendi

De tanto pecar, e aos tropeços, aprendi a olhar pra dentro. Aprendi a observar, ficar quieto, quase sem respirar, ouvindo, ouvindo. Só ali, aguardando. O quê? A vida! Enorme, tão grande que às vezes não se reconhece. Fico ali, bebendo as palavras, os sons, o que dizem tais olhos, as mãos de uns e de outros. Manso… Até parece. De vez enquanto me esqueço e falo, sai alguma coisa, escorrega uma fala distraída. Se o outro não repara, recolho a frase, a exclamação. De novo embalo e guardo com ternura, que essas coisas não são pra desperdiçar. Não é timidez, não. É quietude. Agora já não ligo mais quando dizem isso, que não falo. Ora, e como! Ciúmes?não sei pra que foram inventar isso , falam que isso chega a ser chatura da minha parte , mas só cuido do que é meu !Falo pelos cotovelos, e pelos pés, cabelos, pele. Até demais. E aquilo que não quero ouvir, eu afogo… Armo cilada, despisto, ignoro ,pago de loucx. Nada é mais eu do que isso. Mas nem sempre foi assim.

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Um novo DIA